Quem sou eu

Falar do nosso pai é usar a voz que vem do coração... é buscar na memória as histórias que nos foram contadas e as que vimos ser tecidas ao longo das nossas vidas. Acompanhamos a sua atuação em diferentes fronteiras, muitas estivemos presente e com certeza, as raízes da maioria delas vem lá do sertão. Foi por isso, que escolhemos as árvores de lá para compartilhar o olhar que temos sobre a vida dele. Entre Umbuzeiros e Algarobas, Juremas e Barrigudas, Anjicos e Aroeiras, Gameleiras e São Joeiros, na aridez da caatinga, no calor do sol sertanejo começou a formar as suas vocações.

sábado, 7 de agosto de 2021

Aquele que fez do meu sonho, o sonho dele também.

 10 de Agosto, o dia dele, do rev. Celso Dourado, como é conhecido por muitos, mas antes de ser o diretor, o professor, o político, ele é a pessoa mais extraordinária que eu conheço. E não digo isso por ser neta, mas por, realmente, não conhecer ninguém como ele. Vô Celso é aquele que se importa mais com o outro do que com ele mesmo. É aquele que vê a beleza na simplicidade. É aquele que ama apreciar o quintal da Lagoa ao som dos passarinhos, sentado no banquinho de vô Ademar, durante o por do sol. É aquele que ama plantar e acompanhar, pacientemente, o desenvolvimento da vida. É aquele que, em qualquer refeição, gosta de desfrutar do conosco de uma mesa cheia, cantando o nosso tradicional “Papai do céu”. É aquele que, ao lado de sua Zoca, nos ensina o que é o amor e a como amar. Vô Celso é aquele que fez do meu sonho, o sonho dele também. E eu prometo vô, fazer tudo ao meu alcance para orgulhar você e a vovó. Você é o meu maior exemplo, é quem possui a minha maior admiração. E hoje, peço a Deus para que abençoe o seu compromisso com a vida. Que Ele preserve e multiplique a sua imensa fé, que Ele cuide da sua saúde e do seu coração. Daqui a 10 anos, estaremos todos juntos no seu centenário, ainda mais gratos e felizes do que hoje! Te amo imensamente, obrigada por tudo. 


Com amor e carinho,


Sua neta Mari









Homem de Exemplo

 Nosso Amigo, Reverendo e Avô Celso Dourado


No Sentido da palavra, Digno de Reverenciar esse Homem de Exemplo, e Exemplo na Prática.

Amigo e Sempre Presente com sua Palavra de Serenidade Equilíbrio e Fé em Deus e Jesus nos trazendo o Sentido da Vida, na Essência em Família.

De todos os momentos em sua Vida e características de meu Avô, entre um Homem de Família, que se preocupa e auxilia o próximo quando pode com o seu Amor,  Um Teólogo, Um Filósofo, Professor, Político, Agricultor, Educador, Pastor, a que mais admiro, é ser essa pessoa de Forte Espiritualidade, que cuida primeiro de si, da sua família, sua Esposa, Seu Casamento e dos seus Irmãos e Irmãs em Cristo, ensinando e mostrando o valor da palavra e ensinamentos de Jesus e mostra isso na Prática em sua Vida nesses 90 anos. Só é a gente que convive com esse Amigo Celso Dourado, prestar mais atenção em sua Caminhada, nos detalhes, no seu Praticado do Dia Dia, no que ele Dar Valor e Perceber da Importância Da Ligação com o Poder Superior, Com a Natureza, para nos Fortalecer mais Como Espírito, Evoluir e Entender Da Importância Da Fé para superar as Dificuldades que estão Sujeitos na Vida, e saber que Unidos em Família e Amigos fica mais fácil para sermos Felizes na Simplicidade.


Gratidão Vô por tudo Sempre Sempre, pela Amizade e por o Senhor ser quem é, por ser Exemplo para nós, Jovens.

Muita Saúde Paz e tudo de bom.

Te amo, Um abraço Forte.





Felipe e Nanasara Dourado.

Um Guerreiro de PAZ

 "Pai, você é meu herói, meu amigo..."

Hoje somos muito mais, muito mais que amigos.


Que maravilha pai estarmos agora comemorando os seus 90 anos!!!! : )


A Verdade é que não sei te explicar, as vezes não te compreendo muito bem... Mas de uma coisa eu tenho certeza! Você é um Ser Humano incrível! É Humano, é amoroso, as vezes  é bravo também.... rs! Mas é Muito lindo!!!!


Eu te amo muito meu pai! Somos leoninos! Somos cristãos! Somos fortes!!!! 


Te amo grandemente e até para sempre, Pai.


Abraço grande e apertado!


Neuza Filha





Para criar filhos, temos de ter fé

 

Noventa anos! É clichê, eu sei, mas parece que conheci Celso, para mim, Reverendo Celso, naquela época, outro dia.

Era professora no Colégio Dois de Julho, lá pelos fins dos anos 60, e ele era o Capelão... Sempre o admirava por suas posturas éticas e firmes nas intervenções que fazia, principalmente, nos chamados Conselhos de Classe, dos quais, junto com todos os professores das turmas,  ele sempre participava. Durante aquelas reuniões, os Conselhos discutiam os resultados dos alunos que tinham perdido a disciplina. De vez em quando, ele e eu discordávamos na avaliação de meus alunos.  Eu, severa, intransigente, objetiva nas minhas avaliações. Ele, sempre procurando mostrar o outro lado de uma nota. O lado mais humano. O lado mais ponderado. Ao fim das argumentações, sempre chegávamos a um acordo.

O tempo me fez ir conhecendo-o melhor, não só como Reverendo Celso, mas como o ser humano Celso. Naquele tempo, o que mais me fazia ver, sentir esse seu lado mais paterno, mais brando, era quando, de longe, o observava voltando para casa, acompanhado das crianças, ao fim do turno matutino das aulas. Ele, à frente, e os filhotes, quase que em fila indiana, atrás... Seguindo-o. Era naqueles  momentos que via o pai, dos filhos e de todos os alunos que precisassem de uma palavra amiga e de um apoio, sobretudo emocional.

Anos depois, nossos caminhos se cruzaram de novo. Sou mãe de três de seus sobrinhos, Cássio, Ângelo e Fábio. Conheci, então, mais de perto, a história de vida pública, a atuação política e religiosa de Celso. E nunca parei de me surpreender e de admirá-lo por suas posições firmes e fortes, sempre  a favor dos mais vulneráveis. Dos mais desprotegidos. Dos mais fracos.

Para a família, eu sempre o vi como o esteio e o bastão para todos. Um coração sempre aberto para acolher os que a ele recorriam. O farol que guiava a todos, que estava sempre presente, tanto em momentos de júbilo, como em momentos de tristeza e solidão.

Uma vez, Celso, você, provavelmente não se recorda, você foi nos visitar, um dia pela manhã. Enquanto conversávamos, você me disse que Ricardo que, à época tinha 11 anos, tinha ido ao banco resolver algo. Minha surpresa, eu lembro, foi enorme! Como ele podia ter deixado Ricardo ir ao banco, sozinho, com aquela pouca idade? Você lembra? Você me disse, “Rosa, para criar filhos, temos de ter fé!”... E eu, mãe que era, e sempre fui super protetora, internalizei que você tinha razão... Para criarmos filhos, precisamos, principalmente, ter fé...

Para a minha família original, Celso foi o cunhado-irmão que esteve sempre presente. Foi quem celebrou o meu  casamento, o de uma de minhas irmãs, e co-celebrou o casamento de dois de meus filhos, seus sobrinhos. Esteve presente e me deu apoio emocional quando do falecimento de meu irmão, de meu pai e de minha mãe. Sua presença,  suas sábias palavras, seu abraço amigo, naqueles momentos, eram para mim um bálsamo.

Aqueles pequenos que o seguiam na volta das aulas para a casa, se tornaram, para mim, sobrinhos amados. Por Neuza, sua esposa, parceira, companheira, nutro uma amizade enorme.

Considero a Família Dourado Loula, também, como minha família. Amo a todos.

Parabéns, Celso! Dia 10 de agosto de 2021 é dia de celebração para todos da família e para todos seus amigos!!!  É dia de seu aniversário!!! Que a felicidade caminhe sempre a seu lado e que nunca faltem paz, amor e alegria em todos os momentos de sua vida! Muita fé e muita prosperidade neste seu novo ano de vida! Que a esperança, a alegria de viver e a saúde sejam dádivas renovadas em sua vida, hoje, e que se estendam por todo o ano... Feliz aniversário!  Rosaly Conrado




Quero compartilhar com você, Celso, neste dia de celebrações, um poema que considero repleto de significados,  e que sempre me inspira...

 

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos

Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e sorrir e cantar e brincar e dançar
e vestir-se com todas as cores
e entregar-se a todos os amores
experimentando a vida em todos os seus sabores
sem preconceito ou pudor

Tempo de entusiasmo e de coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo novo,
de novo e de novo, e quantas vezes for preciso

Essa idade, tão fugaz na vida da gente,
chama-se presente,
e tem apenas a duração do instante que passa ...
... doce pássaro do aqui e agora
que quando se dá por ele já partiu para nunca mais!

 

Geraldo Eustáquio de Souza

 

 

 

 

 

O Maestro regia simples, altivo, quase presente



 

O privilégio de estar no mesmo lugar e tempo

 Um farol firme e belo. Assim o vejo aos 90 anos, um farol crescente ao longo das seis décadas que tenho o alegre privilégio de seguir por perto, como partes miúdas que somos, nosso núcleo familiar, dos bilhões de vidas humanas em sua infinita e linda diversidade - o privilégio de estar no mesmo lugar e tempo e de estar pessoalmente tão próxima do quase irmão, cunhado. E que alegria ver que todos nós, os RYpis (rsrsrsrs) o vemos e sentimos da mesma maneira a força leonina na palavra- olhar-sorriso, na suavidade quase doçura mal escondida nesta força enorme. Celebramos com alegria e gratidão a sua presença sempre familiar, amiga, sabia, sensível, profundamente humana. Assim o vemos, aos 90 anos jovem, na foto em cima do umbuzeiro, ou dançando um forrozinho com sua Zoca, o ânimo nutrido pelas boas escolhas na vida, o cultivo continuo do espírito, da alma, do sagrado, a opção e luta pela vida, vida de todos. Todos juntos levamos os nossos abraço muito afetuosos a você e nossa querida Neuza, neste pedaço lindo do mundo, rico de simplicidade, neste espaço de horizontes visíveis em círculo inteiro, onde o olhar alcança. E que um dos seus presentes de aniversário seja a alegria imensa de ver logo a paz, a esperança plena, a alegria, a saúde, o bom senso, o amor de volta em todos os rostos. Começamos a década do centenário, que Zoca e a descendência de gerações festeiras já começam a planejar. Viva!!! Viva, vida feliz e sempre farol, guia, ombro acolhedor!!!!





sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Dos Menezes Regis, amor e admiração

 Desde que eu me entendo por gente, vc já era o meu tio Celso! Devo lhe confessar que houve uma época em que eu não me dava conta que você pertencia também a uma outra família, além da dos Regis.  Pensando agora, e a despeito da minha falta de "antena", atribuo essa minha sensação à sua presença tão consistente na nossa vida (de seus sobrinhos e cunhados): tanto no olhar e escuta atentos, no acolhimento das dificuldades pelas quais passávamos, quanto na celebração de momentos em que não podíamos prescindir, de forma alguma, de suas palavras inspiradoras: nos encontros familiares em datas comemorativas religiosas, em aniversários, casamentos e nos Natais, quando  ficávamos à espera do seu caleidoscópio de temas... 


De lá para cá, passaram-se muitos anos e eu já estou beirando os 60...  Para você, tio, parece que o tempo resolveu ficar sentadinho e relaxado  numa sombra de uma árvore frondosa: aos 90, corpo de atleta, sorriso radiante, ânimo e energia contagiantes...acho que é essa sua firmeza de caráter; é essa certeza da fé; é o acreditar na justiça; é a compreensão da falibilidade humana; é esse amor e respeito que lhe dedicam tia Neuza, filhos, netos e bisnetos e familiares; é a admiração de quem tem a oportunidade de conhecê-lo ... aí é só vc quem pode dizer a receita!! 


E porque estamos em tempo de Olimpíadas, a próxima meta é a caminhada aos 100: sem nenhuma pressa ou obstáculos e com a manutenção das  bênçãos que vc já tem: saúde, energia, alegria e jovialidade ímpar, além do recebimento de outras que, por ventura, o coração precisar! 


Parabéeeens, tio !!! Receba um forte abraço de sua sobrinha e fanzoca, 


Carla




Nosso eterno diretor

 Testemunho à Celso Loula Dourado Por Ruy Barreto 08/11/2019 A luta pela democracia não deve envergonhar o homem. Esse é o grande legado que trago de Celso Loula Dourado. Nosso eterno diretor construiu uma redoma privilegiada onde germinamos em liberdade. Sob sua batuta nossos maravilhosos professores exerceram sua influência em nossa formação. Enquanto o Brasil ardia num período obscuro com mortes e perseguições estávamos em terra protegida. Seria impossível agradecer em palavras tudo que ele e nossos professores nos proporcionaram. Claro, essa proteção também impediu que alguns colegas não percebessem as agruras daqueles tempos. O custo de promover a paz é não educar alguns para a guerra, mas, se alguma luta é digna que seja pela paz e liberdade. Aquele largo sorriso que emoldura seu cumprimento revela uma alma dedicada à educação. Sua primeira marca é um sorriso enérgico, com sua forte voz repleta de sabedoria. Seus 88 anos atuais é um presente que seguimos recebendo. Nossa turma concluiu o ensino médio há quase 40 anos e, nem por isso, ele abandonou o seu posto. Como um farol que ilumina o caminho de todas as naus, ele nos mira daquela altura inexpugnável. Diante da tempestade, da ignorância em escolher uma rota segura, sempre é possível encontrar seus sinais no horizonte. Na minha trajetória de vida encontrei na educação um elemento central muito além dos conhecimentos e saberes. Trata-se da máxima: o aprendiz deve desejar ser o mestre. Esse é o momento sublime, quando a admiração transita nos processos de transferências internas e projeta o desejo de ser e aprender com o outro. Nem sempre o processo ensino-aprendizagem se consolida numa simbiose ideal, nem toda relação com professores é perfeita. Daí a necessidade de aproveitar os momentos em que isso se estabelece. Relembrar aqueles poucos anos (1975-1981) em que usufruímos da sua influência direta. Parece ter sido pouco, mas não foi. Outros tantos precisavam também dessa oportunidade. Espero que tenham tido a oportunidade de aproveitar como eu, como tantos. Já disse que é impossível traduzir em palavras tudo que ele nos proporcionou, mas ele nos ensinou que o silêncio não deve ser a resposta quando se tem tanto a dizer. Eu, de minha parte, tenho a dizer que todos os dias pela manhã, nesses últimos quase 40 anos, busco minha carteirinha com o emblema da escola que tem nome de liberdade: 2 de julho. Coloco na algibeira a carteirinha onde minha presença será anotada. Sigo para mais um dia de uma aula. Não preciso mais me dirigir fisicamente à avenida Leovigildo Figueiras, 81, no Garcia. Sigo pela vida ouvindo suas palavras numa aula que nunca acabou, nem acabará.




Conselheiro, para as novas gerações uma grande inspiração.

 90 anos! Linda data para comemorar!

Pai, você é um testemunho de amor e zelo com a vida. Chegar até esta etapa com saúde, vitalidade, lucidez tamanha energia e disposição, é uma grande dádiva. Costumo disser que quando ainda não era hábito falar em vida saudável, vc já era um exemplo!

Sempre atento a saúde física, mental e principalmente espiritual, com sua força e fé inabalável.

Pai querido, minha admiração e agradecimento pela sua vida bem vivida, que foi referência para tantos que partilharam da sua jornada,  como educador, pastor e político.

Um grande democrata fiel aos seus princípios, como educador uma referência no respeito e acolhimento as diferenças, que traduzem o seu eterno pastorado. 

Pai você sempre nos ensinou principalmente com o seu exemplo e incentivo. Olhar atento de muita sensibilidade, sempre presente, que nos guiou de forma leve, incentivando a nossa autonomia e independência. 

Atualmente retorna as suas origens, semeando e cuidando da terra, fazendo  florescer um oásis no sertão. 

Esposo de sintonia ímpar com sua amada, irmão, tio, avô e bisavô muito amoroso e conselheiro, sendo para as novas gerações uma grande inspiração.

Obrigada paizinho querido, obrigada por tudo e por tanto! Momento de celebração e de dar muitas graças a Deus pela sua vida 

Com carinho e muito amor, 


Eneida





quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Festa para os olhos e coração






Se Sartre diz que "cada homem deve inventar seu caminho", creio que "perder-se também é caminho", como disse Clarice Lispector.
É caminho quando é uma escolha, quando a escolha é se perder no "Luar no chão do SERTÃO", nosso lugar no mundo, ninho, aconchego, esperança e transcendência, é VIDA bem vivida, VIDA autêntica, revelada pelos mestres mais originais, os que vieram antes de nós e são árvores, sementes e frutos deste lugar... São o chão de terra vermelha, torrão que vira barro, que ganha forma e luz, de sol a sol, nas casinhas e quitutes no quintal, que hoje meus netos revivem. Ou então, como temos feito, neste tempo mais recente, na nossa brincadeira quase infantil, mas profunda, de olharmos as novas sementes, brotarmos e fazermos multiplicar, como metáforas do valor de seguir em frente ... São também narrativas vivas que as novas gerações desejam conhecer na fonte: a casa em que você viveu desde criança, vive e escolheu para ser o nosso santuário, o lugar sagrado, forte inspiração, canto de cura, memórias que dão identidade aos Regis Dourado e todos os nossos aliados.
Nós escolhemos lhe ter como inspiração, inclusive para compreender e elaborar tanta luta e labuta, na busca de mais vida para todos, mais justiça, educação, mais amor, fé e esperança, mesmo quando o mundo diz não.
SIM, suas lições encarnadas, do menino franzino até o homem maduro e experiente, exemplo vivo no aqui e agora, me fazem lhe considerar, o meu melhor professor, que ensina com exemplo e muita prosa. Homem que reconhece suas forças, coerências, contradições e fragilidades, que escolhe a VIDA sem negar a morte, que sabe que só é possível continuar em relação, que hoje prefere falar e escutar as crianças, que sabe que os jovens e adolescentes apaixonados cultivam fé e esperança visceralmente (e por isso, não podem se perder de si mesmos - "são aqueles de boa cabeça e bom coração"!!!), que o confronto, a provocação, o contraponto são necessários para os adultos mais experientes e, por isso, você sempre restitui a cada um, a confiança em si mesmo e nas relações escolhidas, tecidas e destecidas e, na coragem de buscar sonhos e possibilidades, mesmo que em meio ao quase impossível.
Sua força, nos impulsiona, sua fé nos faz acreditar e ter esperança, sua persistência e determinação nos une nas divergências, nos convida a exercitar a sabedoria de quem sabe que somos eternos, nos
permitindo cultivar a delícia de todas as prosas e versos com esta gente nossa, da nossa caatinga, do nosso sertão. Para assim, seguirmos cultivando a utopia de sermos um mano, humanos, no SER TÃO, que coloca no horizonte o compromisso e a expectativa de continuarmos construindo o caminho, nas nossas caminhadas, sempre juntos, todos e cada um.
Amo você, pai, sigo aprendendo todos os dias, junto com os meus, com os nossos, de braços dados.
Sou o que sou, pelos pais que escolhi e que me escolheram. Gratidão eterna. FELIZ 90, rumo aos 100, "em cima dos calcanhares".

Com carinho, respeito e admiração, Lila